O mercado
O mercado de jogos eletrônicos é um grande setor na economia mundial,
movimenta capital, gera empregos, desenvolve tecnologia e alcança diferentes janelas
- consoles, computadores e celulares. O fortalecimento deste tipo de negócio tem
potencial para gerar empregos e colaborar com o crescimento da economia brasileira.
Nos próximos cinco anos, esse mercado deve crescer de 50% a 75%,
seguindo uma tendência que vem consolidando seu desenvolvimento em todo o
mundo. Há uma década, as vendas mundiais foram de pelo menos US$ 10 bilhões.
Hoje movimenta em torno de US$ 20 bilhões. Estima-se que em 2008 o mercado
global de telefonia celular movimentará cerca de US$ 8 bilhões e terá mais do que
1 bilhão de usuários de jogos para celulares, em todas as plataformas e
tecnologias hoje conhecidas.
Esse crescimento é nítido. Em 1997, a indústria norte-americana de jogos
eletrônicos já expressava um rendimento anual de US$ 5,3 bilhões e a indústria
de software gerou no ano 2000, 220 mil postos de trabalho, pagou US$ 9 bilhões
em salários e impostos e cresceu 14,9% ao ano, mais que o dobro da taxa de
crescimento total de sua indústria.
No Brasil, existe em média 15 milhões de computadores. Desde os anos 80,
jogos eletrônicos são desenvolvidos com qualidade no país. As antigas mídias de
difusão (K7s e Cds) vêm sendo substituídas pela internet e por jogos coletivos online.
Recentemente, os jogos são produzidos no Brasil para encomendas do
mercado externo. Paraná e Pernambuco são pólos importantes nesse mercado. O
mercado brasileiro de games movimenta aproximadamente R$ 120 milhões (jogos
de PC, consoles e revista - somente software), sendo que desse valor, apenas R$ 30
milhões é para o desenvolvimento de games (celulares, jogos para publicidade e
webgames). Os jogos vendidos em prateleiras representam uma parte muito pequena
desse número.
A média etária dos jogadores é de 29 anos. Os homens são maioria, mas as
mulheres já compreendem 32% desse universo. Pelo menos 3 milhões de brasileiros
freqüentam com regularidade as LANs, as lojas em que se joga em rede. As novas
tecnologias atingem um potencial imensurável na capacidade de interligar e comunicar
as pessoas e a educação deve se aliar à tecnologia para aumentar a sua eficácia.
O projeto
A 1ª Convenção de Jogos Eletrônicos Brasileiros é um projeto do Minc - Ministério da Cultura
e da Secretaria do Audiovisual, com o apoio da Educine, EGS – Electronic Game Show e Game Tv. O
objetivo do projeto é discutir a importância dos jogos eletrônicos como um fenômeno cultural, seus
potenciais, suas diversas abrangências e seu papel no comportamento do jovem e na educação,
além de realizar o lançamento das Demos e Jogos Completos resultantes dos Jogos Br.
O evento será composto por um showroom no qual haverá a apresentação das demos dos
vencedores da primeira edição do concurso Jogos BR e prévias do segundo concurso, e também um
seminário que pretende:
- Produzir debates qualificados sobre temáticas raramente exploradas;
- Mostrar ao público a importância dos jogos eletrônicos no país;
- Abranger os aspectos econômicos, culturais e sociais desse segmento;
- Desmistificar a prática dos jogos eletrônicos e o seu uso somente como entretenimento.